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Ame a ti mesmo


Uma vez, há alguns anos atrás, um cara muito famoso disse: Ame a ti mesmo!
Se não me engano, isso já faz uns dois mil anos para mais... e até hoje não entendemos nada!

Este é o maior ensinamento do mestre Jesus, e talvez tenha sido o de mais difícil compreensão para nós!
Quantas vezes passamos por cima de nós, do que estamos sentindo, do que estamos desejando?
Quantas vezes nos sabotamos, nos diminuimos, nos adaptamos para caber em lugares e pessoas que não ressoam conosco?
Quantas vezes formamos uma autoimagem tão destruida e tão desvalorizadas, desconectados do nosso poder e da nossa verdadeira essênncia?
Quantas vezes cobramos dos outros que nos honrem, nos amem e nos respeitem, sendo que nem nós somos capazes de fazer isso por nós mesmos?
Quantas vezes teimamos em dar 'pérolas aos porcos' e plantar em terrenos inférteis?
E quantas vezes nos culpamos por tudo isso, entrando em martírio sem fim?

Entendemos errado o sentido de amor e de humildade, distorcemos essa compreensão em prol de dar mais poder para o externo, em prol de nos livrarmos da responsabilidade que nos cabe...

Primeiro desenvolvemos nosso amor-próprio em seu mais elevado nível, depois, e só depois, somos capazes de amar e respeitar aos outros, do jeito que são e com tudo que tem.
Só depois, temos a capacidade de estabelecer empatia e compaixão genuínas.
Só depois, somos capazes de curar a nós e aos outros.
Só depois, somos capazes de amar verdadeiramente, sem ego.
Só depois, entendemos que nada e ninguém é uma ameaça, pois estaremos dotados de nosso pleno poder e potencial.
Só depois, podemos abençoar e sermos abençoados?
Só depois...
Primeiro ame a si mesmo! Honre a si mesmo! Valorize a si mesmo! Respeite a si mesmo.
Saiba quem você verdadeiramente é, e só assim poderá amar e sentir amor.
Não esse você personificado, com máscaras e personalidades... eu falo da sua essência!

Tudo que for contrário a isso, é ego.
E quantas vezes chamamos de amor, o fato de sermos grosseiros e tentarmos impor nossos limites com violência e descaso?
Quantas vezes chamamos de amor quando lutamos para ter paz?
Quantas vezes chamamos de amor, cuidado e ajuda, quando tentamos imputar nos outros nossas crenças, nossos achismos, nossa maneira de ver/pensar/compreender/enxegar as coisas e situações, nossas realidades e sonhos?
Quantas vezes brigamos quando o outro não é capaz ou não pode, ou não quer nos dar aquilo que acreditamos ser o melhor e mais coerente?
Quantas vezes dizemos que amamos, mas ao menor sinal de indisposição e incapacidade do outro nos rebelamos, atacamos e nos ferimos?
Quantas vezes confundimos amor com sofrimento, com ego, com barreiras, com limites, com falta de consciência?
Quantas vezes chamamos posse, ciúme, apego, manipulação, dominação e carência de amor?
Quantas vezes dizemos que a culpa que sentimos é por amor?
Quantas vezes justificamos nossas ações negativas dizendo ser amor, quando, na verdade era medo e desequilíbrio?
Quantas vezes o sentimento de querer o melhor para o outro foi maior que o sentimento de amor por si mesmo?
E quantas vezes o sentimento de querer o melhor para si em detrimento/humilhação e diminuição do outro, você chamou de amor-próprio?

Dois mil anos depois, e ainda entendemos muito pouco sobre amor.
E isso não é algo que podemos entender com palavras, ou sequer com nossa mente racional.
Só poderemos compreender verdadeiramente, quando pudermos sentir em essência, sem julgamentos e sem limites.


Por Flávia Borges Magalhães
@flabm
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1 Comment


Belíssima reflexão!


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