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Sobre Ego


O tal do ego... falamos tanto desse "malvadão" que muitas vezes queremos excluir a qualquer custo...
Porém, ele faz parte!!!

Nós tornamos o ego uma criatura com vida própria... mas não nos recordamos que aquilo que excluímos, também pertence... e quanto mais negamos e reprimimos, mais ele nos governa e aprisiona!!!

Mas o que seria este tão terrível "ser" ao qual atribuímos grande parte de nossas mazelas e usamos para nos esquivar da nossa responsabilidade?

Para entrarmos nesse mundo de dualidade e matéria, nos esquecemos... nos esquecemos de quem somos, do poder que nós temos, das experiências e conhecimentos previamente adquiridos e também de todo mal e bem que fizemos em nossas andanças universais.

Por que é assim? Ainda não tenho uma resposta plausível, "só sei que foi assim".

Nascemos em um lugar estranho, com pessoas que não lembramos, recobertos por uma densa camada material que cobre nossa verdeira vibração, nossa essência de luz.
E a estranheza caminha junto com a incerteza, não sei o que fazer, não sei como agir, não sei como lidar.
Será que estou protegido? Seguro? Alimentado?
Será que sou amado? Visto? Cuidado?
Será que minhas necessidades mais básicas serão atendidas?

Não sei... então vem o medo! A insegurança... e os mecanismos de proteção mais primitivos, que nos ajudam a assegurar a vida e perpetuar a espécie.
E vamos tentando sobreviver aqui da melhor forma possível. Para nos proteger criamos máscaras, comportamentos e reações conforme vamos percebendo as situações, interpretando a realidade e interagindo e aprendendo com os demais seres que aqui habitam. E passamos pelas mais variadas situações ao longo de nossa vivência aqui, algumas julgamos boas, outras ruins, pois afinal, este mundo é de dualidade, sempre avaliamos como dois opostos, dois extremos.

Se algo não vai bem, me causa desconforto, se eu interpreto que algo não correspondeu às minhas necessidades mais básicas, eu me recolho, me escondo e me protejo, buscando a minha sobrevivência, ou eu ataco para tentar me defender daquilo que considerei uma ameaça.
Então começo a adotar comportamentos no sentido de me comunicar com os demais, mostrar o quanto ainda preciso de cuidados ou o quanto não estou satisfeito com o que recebi, ou o quanto eu sinto medo, não entendo... Ou ainda, comportamentos do tipo "olhem para mim, me escutem! Eu estou aqui! Eu sou importante!!!", "ninguém me escuta, ninguém me entende, ninguém sabe a dor que estou sentindo, ninguém passou pelo que passei, pobre de mim..."

Assim formamos o ego, moldamos nossos comportamentos, nossas reações perante os acontecimentos e vamos formando uma "personalidade" que se encaixa em basicamente nesses três pontos: ser visto/reconhecido/incluído, ter necessidades básicas atendidas e se proteger/sobreviver.

Vamos moldando nossa própria interpretação da realidade conforme vamos passando por experiências e muitas vezes, mantemos o nosso ser imaturo, ignorante e infantil por toda a vida... aquele ser que não sabia ou não podia ou não tinha consciência suficiente para interpretar a realidade de outra forma, entender os outros seres humanos e ter compaixão. Aqui falamos na tão famosa, "criança ferida e ressignificar nossos traumas."
Porque foi como aprendemos. Foi como sabemos lidar com tudo que vivemos.
Mas chega um momento, que isso se torna pesado demais... e precisamos buscar outras formas de interpretar a realidade, e aqui falamos de expandir, despertar a consciência e retomar o poder pessoal.

O ego nada mais é do que as reações, posturas, crenças, comportamentos, proteções e personalidades/máscaras, que moldamos e criamos ao longo de nossa vida para tentarmos encaixar e sobreviver nesse mundo, onde estamos "cegos" e desconectados de nosso verdadeiro poder.
Porém, muitas vezes, desprovidos de uma maturidade emocional e conhecimento, fruto da ignorância e manipulação do externo, adotamos comportamentos, sentimentos e pensamentos ruins, que ferem a nós mesmos e aos demais, trazendo grande sofrimento para todos, nos mantendo presos em um looping, uma série de repetições do nosso passado, com diferentes personagens, roupagens e cenários, mas sempre: mais do mesmo.

Portanto, ao tomar consciência, mudar a forma de enxergar a realidade e adquirir mais poder sobre nós mesmos, podemos modificar o rumo que nosso "destino" toma e desfrutar de uma vida mais leve e abundante.
Assim dizemos que vamos "abaixando as barreiras do ego", tirando as máscaras, derrubando as proteções, dissolvendo o ego e nos conectando mais com nossa essência mais nobre. Sempre com amor, respeito e acolhimento. Pois afinal, o ego ainda  faz parte!
E quanto mais barreiras, comportamentos e proteções temos, mais estamos afastados da nossa essência de luz.
O  nosso 'trabalho' aqui,, é ir tirando essas barreiras para nos aproximarmos mais da nossa verdeira face, o amor.

Por Flávia Borges Magalhães
@flabm
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